Eis que em um belo dia os desejos de um velho rapaz foram concedidos e também foi lhe lançado um desafio, procurar a sua essência. Lá caminha ele para um lado e para o outro até em outras horas tentava imitar a Ícaro, fez logo suas plumas e se jogou no ar, o vento soprava e o levava a caminhos então desconhecidos, libidinosos e intrigantes. Ate que um dia lá do alto, mas do mesmo, ele teve uma queda. Quando encontrou o chão , nada o restava a não ser levantar, sacudir todo a poeira e seguir em diante. Foi seguindo mais uma vez o caminho, onde encontrava todo o tipo de seres, uns mitológicos outros nem tanto assim, parava de botequim e botequim trocava algumas idéias e ideais com pessoas muito distintas, era forçado a mudar de pensamento a cada momento e ate quando o outro quisesse. Sempre com aquele medo e receio de algo dar errado. De gole em gole, de corpo em corpo, ele cada dia se esquecera mais do seu desafio. Em uma dessas noites em que ele voltava para seus aposentos o mesmo se deparou com uma esfinge que ele já conhecera bem. O rapaz assustado passava as mãos no espelho tentando apagar a imagem, mas a mesma continua vá. De um momento, como se tivessem mil estalos em sua cabeça o jovem suspirou, lembrando de seu desafio.
Na manhã seguinte pegou suas tralhas e continua a essa longa caminhada, caminhando, caminhando encontrou um lugar em meio a algumas árvores e galhos e por ali ficou. Com o passar das horas um povo esquisito, porém conhecido começou a chegar até a clareira no meio da mata, trazendo novidades. As boas novas eram que os mesmos haviam descoberto uma nova forma de se satisfazer perante si mesmo. O velho rapaz, porém jovem perguntou a esse povo se os mesmos poderiam lhe dar alguma informação de como ele faria para encontrar sua essência . Alguns falaram que não tinham como explicar, outros tão concentrados com sigo mesmos preferiram se abster, outras lhe diziam que ele deveria esquecer e ir por outro caminho. Mas o jovem rapaz por ali ficou, junto ao povo, que por “afinidade” lhe impôs que dentro de cada ovo que cada um dormirá não haveria lugar. A não ser pelo abraço carente e afetuoso de uma borboleta que ali estava e lhe convidara para dividir seu casulo. O jovem, em noite de lua cheia e fogueira resolveu se esbaldar, bebeu do néctar até cair e rastejando se foi para o casulo. Parecia que o néctar começava a mexer com algo antes não descoberto por ele. O néctar fazia-o regurgitar tudo que até então ele havia absorvido das suas andanças a procura da tal essência. Na manhã seguinte ao sair do casulo ele continuava igual, mas de alguma maneira diferente. Uma semente fora lhe colocada dentro de si. O velho rapaz novo, sentira que alho estava crescendo dentro dele. Logo fez sua trouxa de roupa e continuou a caminhada....
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To Be Continued ...
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