domingo, 14 de agosto de 2011

Tesouros de paciência.

Fiquei me perguntando por dias e horas nas pessoas que vem e vão, na vida. Fiz analogias, procurei a literatura de alguns escritores, pesquisei sobre acaso, destino, encontros e desencontros. E cheguei a conclusão que existem algumas pessoas que pelo simples momento valem  como tesouros retirados de naufrágios. Tão raros, valiosos e delicados como se fossem esculpidos e moldados por anos, nas mais profundas e turvas águas  e que só foram descobertos e retirados de seu repouso por que realmente possuem  um grande valor. 
Eles caminham, viajam e quando  expostos a visitação pública. E como em um dia nublado, por um acaso do destino, você ganha uma única entrada. Entra em frisson, seus olhos e pensamentos se perdem ao contemplar. Tenta desvendar seus caminhos, suas histórias,  interessa-se pela  beleza e mistério.  Analisando, percebendo, a linguagem ( há quem dirá que tesouros não falam,  não conversam, mas aqui eles simbolizam, ecoam vozes, gritam gestos , sentidos e sentimentos)  reparando seus vários detalhes, suas formas e seu valor .
E de tão entretido, de tão encantando, você não consegue fazer mais nada a não ser contemplar a beleza daqueles “objetos” lapidados. E como um piscar de olhos o sinal toca.É hora do museu fechar, enfim, chega a hora de sair, sem saber se a bilheteria lhe dará outra oportunidade de visitação.
E a melhor leitura que você faz da arte que acaba contemplar ,  aquilo que ela expressa , transmite nada mais é do que a vivência que você remete acontecimentos, que de meros e relevantes passam a ser significativos e importantes para tudo aquilo que tu queres ou quis, já viveu ou ainda vai viver.
Para todos aqueles que fazem parte deste tesouro, aos que se foram em suas comitivas ou ainda permanecem, junto a mim, fazendo parte do meu museu de artes significativas na teia das minhas nostalgias memoriais. Que os bons ventos soprem, que o vinho caia em nossa garganta, que a fumaça soprada se perca no infinito e que possamos estar sempre perto. É nisso que acredito, é disto que sobrevivo e quero. Essência é tudo.  

sexta-feira, 22 de abril de 2011

História para boi dormir!

 Eis que em um belo dia os desejos de um velho rapaz foram concedidos e também foi lhe lançado um desafio, procurar a sua essência.  Lá caminha ele para um lado e para o outro até em outras horas tentava imitar a Ícaro, fez logo suas plumas e se jogou no ar, o vento soprava e o levava a caminhos então desconhecidos, libidinosos e intrigantes.  Ate que um dia lá do alto, mas do mesmo, ele teve uma queda. Quando encontrou o chão , nada o restava a não ser levantar, sacudir todo a poeira e seguir em diante. Foi seguindo mais uma vez o caminho, onde encontrava todo o tipo de seres, uns mitológicos outros nem tanto assim, parava de botequim e botequim trocava algumas idéias e ideais com pessoas muito distintas, era forçado a mudar de pensamento a cada momento e ate quando o outro quisesse. Sempre com aquele medo e receio de algo dar errado.  De gole em gole, de corpo em corpo, ele cada dia se esquecera mais do seu desafio.  Em uma dessas noites em que ele voltava para seus aposentos o mesmo se deparou com uma esfinge que ele já conhecera bem. O rapaz assustado passava as mãos no espelho tentando apagar a imagem, mas a mesma continua vá. De um momento, como se tivessem mil estalos em sua cabeça o jovem  suspirou, lembrando de seu desafio.
Na manhã seguinte pegou suas tralhas e continua a essa longa caminhada, caminhando, caminhando encontrou um lugar em meio a algumas árvores e galhos e por ali ficou.  Com o passar das horas um povo esquisito, porém conhecido começou a chegar até a clareira no meio da mata, trazendo novidades. As boas novas eram que os mesmos haviam descoberto uma nova forma de se satisfazer perante si mesmo. O velho rapaz, porém jovem perguntou a esse povo se os mesmos poderiam lhe dar alguma informação de como ele faria para encontrar  sua essência . Alguns falaram que não tinham como explicar, outros tão concentrados com sigo mesmos preferiram se abster, outras lhe diziam que ele deveria esquecer e ir por outro caminho. Mas o jovem rapaz  por ali ficou, junto ao povo, que por “afinidade” lhe impôs que dentro de cada ovo que cada um dormirá não haveria lugar. A não ser pelo abraço carente e afetuoso de uma borboleta que ali estava e lhe convidara para dividir seu casulo. O jovem, em noite de lua cheia e fogueira resolveu se esbaldar, bebeu do néctar  até cair e rastejando se foi para o casulo. Parecia que o néctar começava a mexer com algo antes não descoberto por ele. O néctar fazia-o regurgitar tudo que até então ele havia  absorvido das suas andanças a procura da tal essência. Na manhã seguinte ao sair do casulo ele continuava igual, mas de alguma maneira diferente.  Uma semente fora lhe colocada dentro de si. O velho rapaz novo, sentira que alho estava crescendo dentro dele. Logo fez sua  trouxa de roupa e continuou a caminhada....

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To Be Continued ...

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domingo, 13 de março de 2011

Alô amigos, procura-se.

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Prostituindo-me

Caros amigos e amigas preciso aqui lhes contar, - hoje eu me prostitui!
Sim isso pode lhe causar alguma repulsa, mas fazer o que? Quando chega um determinado momento temos que encarar os fatos.
A todo momento vejo pessoas passando por essas ruas e prostituindo-se, talvez por dinheiro, prazer ou quem sabe qualquer outra coisa que lhe valha a pena.
Então, vou lhes contar como tudo aconteceu.
Quando ele apareceu, me seduziu, logo fiquei com aquela sensação de não saber o que fazer. Eu estava tão embriagado que não podia resistir, suas idéias  me seduziam, seus desejos me excitaram.
Coloquei uma música na vitrola para tocar,  não sei se foi o som ou a sua companhia, vá lá.
A música tocava e me deixava sem pudor, com um desejo cada vez maior pelo desconhecido, quando vi acabei tirando a roupa.
Nú ali jogado na cama, com um vinho  vagabundo ele me tocou, me fez ir ao ápice da minha loucuras passamos horas e horas perdidos em um único corpo que nos abrigava, gozávamos desejos. e nos alienávamos em planos.
Quando foi, sentíamos que nós estávamos nos amando, cada vez mais cheios de planos e ideias prontos para gozar....
E então caro leitor que estavas a pensar que eu estavas  narrando uma das vezes em que me perdi pelo corpo de alguns meninos, fique tranquilo. apenas estou lhe conto do momento em que eu e meu ego fizemos as pazes em uma noite daquelas de tirar o fôlego.

Remédio anti-monotonia.

Se em cada momento em que aquela sensação de não saber o que se passa, se a incerteza te leva ao caos ou te remete a espera. Se a vida passa pela vidraça como se passasse tão devagar e você não pudesse gritar  nada mais iria te calar.
Se todo os remédios do mundo não conseguissem te dopar, se nem mais todas as drogas lhe fizessem viajar.
O que tem de errado com você? E agora José? A festa acabou....
... Que nada, a festa só está começando e são estas horas que descobrimos quem realmente somos, são esses exatos minutos em que a natureza do ser enaltece  o seu ego ainda mais se alimenta.
Por que ficar  escondido em casa esperando a dor passar, ou a morte chegar já não vai mais adiantar.
Viver não exige muito e ultrapassa qualquer entendimento, como diria a van filosofia.
Entender-se  ou perde-se em si mesmo são partes de uma faca de dois gumes.
Chega um determinado momento em que simplesmente o que deve se fazer é aceitar-se.
Sua liberdade é sua e de mais ninguém, comece a encarar que você nasceu  assim e que nada que fizer vai mudar.
Seus princípios devem valer mais para você do que para os outros desde que não os afete.
Faça Jus aquele velho provérbio: "Mesmo que um individuo domine o mundo, ele não terá valor se não for capaz de dominar a si mesmo. "
Domine- se mas lembre-se que dominar-se  a si mesmo nada mais é do que perder- se em si mesmo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ahhh essas mulheres....

Releituras de tempos, pessoas antigas de um passado não tão velho assim, marcaram o primeiro dia dos meus 22 anos. Ironia do destino ou será apenas a conclusão de mais um ciclo de 365 dias que se encerra.
O que dizer, quando esse tempo marca minha independência afetiva e financeira de qualquer um. Isso me  dá até calafrios.
Se não fosse o encontro com tantas pessoas especiais ontem à noite, eu até poderia dizer que esse aniversário seria mais ou menos igual aos outros.
A casa estava cheia, a energia vital que pairava no ar me enalteceu, desde o brinde, os abraços calorosos dos verdadeiros amigos e os presentes que me surpreenderam. E que presentes, vindo das minhas queridas amigas até achei que ia ganhar livros, no fim ganhei presentes que me traduziam. Todas acertaram meus gostos, presentes muito masculinos e particulares. Quem ganharia um JB, minha bebida favorita. Quem ousaria dar um vinil para uma pessoa que vive no futurismo? A não ser do meu nobre e grandioso poeta. Quem se atreveria  me presentear com uma miniatura de uma Kombi, eu já qiause um adulto fervoroso, que no final das contas sempre quis brincar de carrinhos e reviver a infância e que de tão bicho do mato se encontra as vezes desolado nessa selva de pedra sem ter o que fazer e se põem a beber, talvez uma cerveja uruguaia e no final precisa de proteção dos olhos ferozes que o vigiam o tempo todo, quando então desembrulha um pacote colorido e recebe um amuleto de proteção.
Ahhh essas mulheres, essas minhas amigas que me conhecem e me desvendam o tempo todo, essas minhas amigas que nos momentos em que eu mais preciso, elas estão sempre do meu lado e quando não estão, tornam a estar, de uma maneira ou de outra.
Para aquela que está viajando, para aquela que vive o tempo todo comigo, para aquele que tem alma de mulher, para aquelas que não estão mais comigo e para minhas nobres genitoras e protetoras, também aquela que esquece meu aniversário, sou grato a todas essas mulheres.
Então nada mais do que justo entrar em sintonia com o cosmos, vendo o pôr do sol da minha humilde sacada e escrever sobre essas mulheres que fazem a minha vida mais colorida.
Mesmo que os homens tenham certa relevância vou te contar um segredo caro (a) leitor (a) sou bem mais das mulheres isso é fato, então não conta para eles, tá bom? Agora meu bem, vamos acender um cigarro e curtir essa  noite peculiar.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Do the evolution baby!



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Pensar, pensar e pensar, mas onde está o agir? Agir de que jeito? Do jeito que me convêm? Ou da maneira que manda a minha vaga filosofia? Será que estou ficando louco com toda essa paranóia de vida, será que consigo um tempo pra respirar dentro d’água? Ou talvez é melhor deixar as coisas acontecerem do seu modo? Nada mais intrigante do que esses pensamentos... Falando nisso acabo de olhar para o lado vejo uma linda borboleta branca voando a minha frente. Ohhh são coisas que a vida se encarrega de mostrar. Será que por trás disso tudo o destino me diz que já posso sair do meu casulo e posso voar? Ou será que eu já estou voado e não estou me dando por conta? Se esses meus vinte e poucos anos começassem a fazer alguma relevância sobre as minhas idéias e meus pensamentos? Sim, isso me assusta, não posso mais ser criança, mas também não quero ser adulto. Queria poder dosar isso, mas como sou tão descuidado vou acabar bebendo demais algumas dessas doses e vou acabar bêbado em qualquer bar da independência relutando com esses meus dilemas diários.

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Estou realmente enlouquecendo, mas eu gosto dessa loucura, acho que precisava vir buscar o meu tesouro nesse vilarejo antes de completar os meus vinte e poucos anos e colocar os dois patinhos pra nadar em outros mares, disso tenho certeza, mas só não sei como largar-los até por que pode não parecer mas sou uma mãe super protetora. Por favor, quando eu enlouquecer de vez, quem saiba eles possam nada por correntezas e desbravarem outras ondas. 

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Então nesse exato momento descubro que preciso sim tomar um porre dessas minhas doses pseudo evolutivas.

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Já que os patinhos estão prontos para sair do ovo, assim como a borboleta do casulo, vou permitir a evolução de cada um deles, juntar meus monstrinhos mais peculiares. Está certo eles podem assustar uma grande parte de pessoas, mas eles só querem brincar, apesar de já terem que nascer com uma responsabilidade imensa, eles só querem se divertir.

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“I am ahead, I am advanced
I am the first mammal to make plans, yeah
I crawled the Earth, but now I'm higher
twenty-ten, watch it go to fire
it's evolution, baby
it's evolution baby
Do the evolution
come on
come on, come on.”