A mania de escrever tudo que sinto, se verbalizar é problema, então ele é meu e não seu. Pois bem, que tal um noite dessas aprender a ser mais, homem, talvez possas pensar em algo sexual, material ou carnal, nada disso, aprender a ser homem e encarar os meu monstros e saber que eles são assim, simples, porem malucos. Eles que perseguem a minha consciência a cada momento que me pego assim, tão down. Sei que quando eles se afloram são por algum motivo, gritando nas jaulas e ruas obscuras do meu eu. Mas eles tem caçadores (as) , a cada momento que se exaltam logo algum desses patrulheiros ligam os botões de alertas. Já que isso é necessário, aprendo a dominá-los e bem tratá-los. Papo de egoístas, que bom eu sou, e ninguém tem nada a ver com isso, ou melhor, tem. E isso não é problema, mesmo que em palavras .
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Desanuviar
"Escrevendo a gente inventa, inventa um romance, uma saudade, uma mentira. Escrevendo a gente faz história, foi gritando que eu aprendi a escrever, sem nenhum pudor, sem pecado, escrevo para espantar os meus demônios, pra juntar os amigos, pra sentir o mundo, pra seduzir a vida, é assim que sou, puro papel e caneta. Tão certo como um teatro, tão inconstante quanto as palavras que se traduzem em meras atuações, sinceras."
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Ando tão a flor da pele que qualquer coisa me repele.
Não sei mais o que pensar, a cada momento nesses últimos dias do ano, me pego, tão nostálgico, como alguém que já sabe o que quer, mas precisa se desprender do plástico que tinha envolto ao corpo. Já está mais do que na hora de romper esses cordões umbilicais que me sustentam. Sei que já estou certo, sem perder minha razão. A cada novo dia eu vejo o quanto eu estava envolto a isso. A revolução, a mudança, já vem, assim como aquela tempestade em dias quentes de sol, que devasta tudo e um novo começo se inicia.
Não sei nos dias quentes de verão, terão finais de semana de curtição, ou se apenas escravidão, não sei se as letras que aqui entram em combustão estarão quietas ou não, sempre buscando uma forma de refrão, eu não posso rimar, mesmo querendo dizer, sim ao não.
Então, bem vindo as horas da evolução, sem perdão. ; )
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Um dia normal?
O que seria do devaneio sem o sonho, ou melhor dizendo da realidade. Se divagar sobre um sonho é bom, imagine, quando após aquela noite de sono profundo você acorda tão feliz que não consegue nem acreditar. Talvez seja pelo que sonhou ou pelo sono que levou, mas uma coisa é certa, acordou, como se tivesse dormido dias.
Será realmente que o sonho só está guardado e acontece quando você está afundado no seu travesseiro?
Seja qual for a idéia, acredito que a palavra sonho que conjugada se multiplica. Já dizia algum sábio poeta. “Sonho que se sonha junto, não é sonho que se sonha só”.
Talvez esse final da semana após uma imersão de turbulentos acontecimentos, eu esteja vivendo em vários sonhos. O sonho de andar pelas noites brindando em botequins, com pessoas que de simplistas não tem nada, e sim existencialistas. O existir é tão bom, ainda mais, quando a euforia está em alguma roda de copos de uma boa cachaça.
Talvez ele esteja na simplicidade dos acontecimentos nem tão rotineiros de buscar a família, o aconchego do lar, da cama e da comida que só a vovó pode preparar. Do abraço apertado da tia que estava com saudade, dos animais de estimação que até hoje sentem o teu cheiro, ou de rever aquela amiga que já fazia falta.
Mas como nem em sonhos se faz um mar de rosas, o pesadelo tem que estar presente.
O medo das mesquinharias do vilarejo, as pessoas que cochicham, as janelas entre abertas que espiam as mulheres e homens, e os movimentos de sábado a noite, em que os super egos brindam seus carros, e ostentam uma felicidade falida, tudo regado a banheiros cheirando mau, cerveja quente e cara e músicas com rimas fajutas.
Se fora um sonho, socorram-se, pois acho que isso tem nome, pesadelo, aonde só não se faz presente por infelicidade do irreal.
Então você só escolhe, CAMA, logo, sono e sem sonho, pois o amanhecer é longo, e a rotina de não fazer nada retoma, e é assim a mesmice de sonhos, humildes e pequenos que a cidade encobre ou engole.
Se as veias pulsam, e pedem o retorno para a metrópole para fugir do ócio.
Então se tudo isso é sonho, que seja interpretado por Freud como um dia in-comum para alguns, e tão perto da realidade de outros.
Que as palavras contidas aqui, só se façam presentes em meros detalhes de devaneios após um sonho bom, com algumas pitadas de pesadelo.
Se tudo isso é viver, que se viva então mais e que não passe de meros detalhes essas palavras sonhadas de algum futuro bom.
Clarice que me perdoe pois o existencialismos também faz parte de mim.
Ser ou não ser, tão,eis a questão?
Ser, ou não ser, tão, eis a questão?!
Não conta para eles, que estou pensando em rever os meus conceitos.
Não conta para eles, que eu esteja tão só e ao ligar a televisão, tudo igual.
Eu paro, pego um cigarro e trago sem nenhum motivo especial.
Não conta para eles, que tudo que vivemos dá nó no coração, que cada momento que senti, sorri e até chorei não foram em vão.
Não conta para eles que tudo soa como contradição.
Que ao invés de amar os gatos eu me sinto um cão.
E que possivelmente amanhã eu use calção.
E apesar de me sentir, tão, tão, eu não escrevo nenhum palavrão.
Não conta para eles, que eu não sei escrever poemas, nem se quer uma canção com refrão.
Não conta para eles, que apesar de todas as minhas tatuagem, elas nunca me definirão.
Não pense que, eu ao escrever, eu penso em tecer um “textão”,
Pois sem tesão, nem eu ,nem eles sobreviverão.
Através das rimas em que defino a minha situação.
Não sei se o certo ou errado levantam alguma questão.
Afinal, por que eu estou escrevendo se não quero chamar a atenção?
Será pra ganhar um tostão?
Então em forma de inauguração, eu escrevo tão, tão, sem nenhuma noção.
Assinar:
Comentários (Atom)
