O que seria do devaneio sem o sonho, ou melhor dizendo da realidade. Se divagar sobre um sonho é bom, imagine, quando após aquela noite de sono profundo você acorda tão feliz que não consegue nem acreditar. Talvez seja pelo que sonhou ou pelo sono que levou, mas uma coisa é certa, acordou, como se tivesse dormido dias.
Será realmente que o sonho só está guardado e acontece quando você está afundado no seu travesseiro?
Seja qual for a idéia, acredito que a palavra sonho que conjugada se multiplica. Já dizia algum sábio poeta. “Sonho que se sonha junto, não é sonho que se sonha só”.
Talvez esse final da semana após uma imersão de turbulentos acontecimentos, eu esteja vivendo em vários sonhos. O sonho de andar pelas noites brindando em botequins, com pessoas que de simplistas não tem nada, e sim existencialistas. O existir é tão bom, ainda mais, quando a euforia está em alguma roda de copos de uma boa cachaça.
Talvez ele esteja na simplicidade dos acontecimentos nem tão rotineiros de buscar a família, o aconchego do lar, da cama e da comida que só a vovó pode preparar. Do abraço apertado da tia que estava com saudade, dos animais de estimação que até hoje sentem o teu cheiro, ou de rever aquela amiga que já fazia falta.
Mas como nem em sonhos se faz um mar de rosas, o pesadelo tem que estar presente.
O medo das mesquinharias do vilarejo, as pessoas que cochicham, as janelas entre abertas que espiam as mulheres e homens, e os movimentos de sábado a noite, em que os super egos brindam seus carros, e ostentam uma felicidade falida, tudo regado a banheiros cheirando mau, cerveja quente e cara e músicas com rimas fajutas.
Se fora um sonho, socorram-se, pois acho que isso tem nome, pesadelo, aonde só não se faz presente por infelicidade do irreal.
Então você só escolhe, CAMA, logo, sono e sem sonho, pois o amanhecer é longo, e a rotina de não fazer nada retoma, e é assim a mesmice de sonhos, humildes e pequenos que a cidade encobre ou engole.
Se as veias pulsam, e pedem o retorno para a metrópole para fugir do ócio.
Então se tudo isso é sonho, que seja interpretado por Freud como um dia in-comum para alguns, e tão perto da realidade de outros.
Que as palavras contidas aqui, só se façam presentes em meros detalhes de devaneios após um sonho bom, com algumas pitadas de pesadelo.
Se tudo isso é viver, que se viva então mais e que não passe de meros detalhes essas palavras sonhadas de algum futuro bom.
Clarice que me perdoe pois o existencialismos também faz parte de mim.
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