Sentir, sentir, que grande lema!
Depois de mais um dose de wisky, o que sentir?
O doce sabor azedo, porém forte que se cristaliza na saliva, vai passando pela garganta e chega ao estomago doce, para que as borboletas possam saciar-se com seu sabor, já que elas vivem apenas 24 horas.
Depois de mais um dose de wisky, o que sentir?
O doce sabor azedo, porém forte que se cristaliza na saliva, vai passando pela garganta e chega ao estomago doce, para que as borboletas possam saciar-se com seu sabor, já que elas vivem apenas 24 horas.
24 horas e sentir nesse exato momento são as mesmas exatas coisas, como se nessas horas, qualquer borboleta pudesse sentir, seus pelos, seu corpo, respirar e expirar, sentir sua alma plainar pelo espaço. Elas possuem apenas 24 horas.
Viver em 24 horas deve ser fácil, morrer é a certeza que virá logo, viver, é aqui, é exato, tem que depressa acontecer. É tão bonito, elas possuem uma história impressionante que desde sempre, nós crianças aprendemos a entender, e, quase sem querer não damos a menor importância, elas passam de larva para um casulo, forte, feio, e quando e quase por um desabrochar elas recriam a vida.
Algumas coloridas, outras nem tanto, outras negras, outras sem cor, com suas deformações. Talvez pelo que, antes de ser casulo elas tenham passado, enfrentado. Oh clima hostil! Mas no fim, todas elas são borboletas, possuem o dom de voar e de carregar sua história por apenas 24 horas.
Apenas ela, somente ela, contra ela, lutando, cada minuto, vivendo, andando entre a flora, proliferando, desperdiçando de flor em flor, o que resgatou, o que adquiriu e o que conseguiu levar de outra flor. Mas mesmo assim voando, algumas vezes o que carrega é pesado demais, quando vê que não suportará, apenas deixa cair o peso para que não perca o equilíbrio e continue a bater asas, continue a voar. Voando, Voando, Voando...
Seu sexo nunca descobrem. Nunca se importam! De que importaria isso? Agora, apenas o seu destino é viver, percorrer caminhos, conhecer, sentir, tocar e voar sem destino, sem preocupações, ultrapassando qualquer entendimento. Vasto, Vasto mundo...
Algumas se encantam com qualquer luz que ofusque seu olhar, dançando junto com outros insetos, a mesma dança, envoltos no som, nas lâmpadas, mas pelo que observo elas, as borboletas, são as mais ágeis e logo percebem o erro, o abismo, muitas vezes mortal de tanta luz. Luz, luz, luz, porém artificial.
Seguem seu rumo, voando, plainando e quando percebem quase que por um êxito, caem, simplesmente caem, sem fôlego tentam recuperar o ar, alçar vôos, mas poucas conseguem. As que não consumam o ato, ficam ali paralisadas, agonizando, haja suporte, haja dor, em sentir o pesar das ultimas 24 horas que viveram, e viveram como se não soubessem o que fazer, seguindo apenas o instinto de viver e morrer.
*24 hrs, pm.
Whisky e cigarros.
*24 hrs, pm.
Whisky e cigarros.
viver, é aqui, é exato, tem que depressa acontecer. É tão bonito...
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